Este é o artigo de abertura do blog, o objetivo maior é falar sobre a minha vivência nessa filosofia de vida que é o Poliamor. Vou contar histórias reais que acontecem comigo, o meu nome é Dayanny e estou aberta para falar do assunto com qualquer pessoa interessada. Mas terei um cuidado básico para preservar a imagem das pessoas envolvidas nas histórias, afinal estou tratando de um assunto polêmico e cheio de pré-conceitos da sociedade contra os seus praticantes.
O meu companheiro atual chamarei de Áries, porque é o signo dele e combina com a sua personalidade.
As mulheres que aparecerem ao longo das histórias ganharão denominações que eu achar interessante para cada uma. Os homens idem.
Como observadora desse ego vou permitindo as experimentações que o satisfazem, e confesso que me divirto. Brinco com meu amigos que já estou na 3ª vida nesse corpo e sinto que houveram essas trocas bem definidas de fases emocionais e mentais. "Dayanny já viveu na pele vários personagens, alguns deles por vários anos; atleta, vegetariana, religiosa, e também foi monogâmica. Todas estas experiências foram de grande importância para o amadurecimento que se se encontra hoje, mas são realidades que não vive mais. "
O casamento monogâmico durou 8 anos e terminou em plena catarse, crises de ansiedade, psiquiatra, remédios, grupo MADA, psicoterapia e um belo renascimento... 2 anos depois.
Quando resolvi me abrir para o amor também estava me abrindo para me amar. Comecei a ver as relações afetivas de um novo modo com a liberdade que eu gostaria de ter. Pensei muito sobre as relações fechadas onde uma pessoa estabelece os limites de comportamento, moral e afetividade da outra. É interessante e deve ser muito bom pra quem consegue se encaixar nesse padrão e não adoecer, mas eu cheguei a conclusão que eu não me encaixava mais.
Há 2 anos e meio encontrei um homem que me encantou muito, foi paixão a primeira vista. ficamos 4 dias juntos e me senti profundamente conectada a ele. Me atraia fisicamente e mentalmente. Sim eu estava perdidamente apaixonada. E durante esses dias juntos ele disse que queria ter filhos e que não tinha tempo a perder. Ouvindo isso senti que devia ser sincera também e deixar claro que filhos não faziam parte dos meus planos. Naquele momento fiquei com medo de que essas vontades opostas sobre filhos fosse "nos separar", note que eu mal o conhecia mas já temia uma separação. Sou uma MADA em recuperação e este homem foi o primeiro que me aproximei depois de iniciar o tratamento, então todos os medos de ser abandonada vieram a tona.
Nesse misto de emoções confusas e pensamentos de amor livre decidi que queria viver a filosofia do Poliamor junto de Áries. Parecia insanidade mas no segundo dia que estávamos juntos eu propus a ele o seguinte acordo:
"Eu quero viver o Poliamor, então se você aceitar viver isso podemos continuar juntos e você pode ter filhos com outra mulher. Eu sou bissexual e quem sabe podemos até morar os 3 juntos. Mas não me importarei se ela for hetero e levar a situação com amor e respeito."
E para minha surpresa ele aceitou, ali naquela calçada caminhando e olhando para a Lagoa selamos o nosso acordo de convivência. Era tudo muito excitante e eu não tinha a menor ideia do que seria tudo isso. Imaginem quanta coisa aconteceu nesses dois anos e meio? Muuuita coisa, histórias hilárias, tristes, loucas, fofinhas e apaixonantes. Todas elas marcadas pelo amor que Áries sente por mim, e eu por ele.
Acompanhem os próximos artigos, contarei histórias atuais e antigas.
Espero que se divirtam, comentem, mandem perguntas... estarei aqui!


